Hoje volto a postar, após uma longa (e produtiva) viagem por Goiás. E vos trago agora um trabalho bonito e emocionante: A Turma que Faz.
A Turma Que Faz, é um trabalho sócio-cultural, da cantora, compositora e instrumentista Doroty Marques, que com a ajuda do Ministério da Cultura e da Petrobrás, traz cultura e lazer às crianças carentes da região de Alto do Paraíso - GO.
Nenhuma novidade, para quem conhece a carreira de Doroty, sabe que esse é só mais um dos projetos com crianças realizados por ela. Mas se você é como eu, e não conhecia esta fantástica pessoa, trago aqui por meio deste blog um pouco de divulgação.
O projeto é formar um mundo melhor através da arte e da cultura, para isso a Turma que Faz, trabalha com pintura, desenho, teatro, música e artesanato. Este último vai desde a fabricação dos cenários e dos figurinos usados, até a confecção dos próprios instrumentos musicais.
Acabo de comprar o novo cd de Doroty e a Turma que Faz: Criunaná, dinheiro bem empregado, ressalto: trabalho bom de se ouvir e principalmente de se sentir.
Por alto, além de enriquecer a vida destas crianças, Doroty ainda os leva para o caminho cultural e de estudo, afastando o trabalho forçado, tão comum e prematuro.
Como disse antes, só tento ajudar a divulgar esse trabalho lindo, de encher os olhos e ouvidos. Para mais informações, visitem o site de Doroty Marques:
http://www.dorotymarques.hpg.com.br/
sábado, 26 de dezembro de 2009
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Rebel meets Rebel

Hoje vou postar sobre um álbum bem diferente que é o "Rebel meets Rebel". Feito pelo falecido Dimebag Darrel (guitarra), por David Allan Coe (vocal), Rex Brown (baixo) e Vinnie Paul (bateria).Ouvir a junção desses dois mundos tão distintos é sensacional. O peso da guitarra de Dimebag e a voz country de Allan tornam esse álbum único e muito diferente do convencional. Para os desligados David Allan Coe é um cantor country das antigas e Dimebag Darrel é um guitarrista de trash metal.
Lançado em 2006, tenho certeza que para muitos fãs do Pantera foi maravilhoso ouvir os harmonicos inéditos de Dimebag depois de dois anos da perda repentina do guitarrista.
O álbum possui doze faixas:
1 "Nothin' to Lose" – 3:40
2 "Rebel Meets Rebel" – 3:10
3 "Cowboys Do More Dope" – 4:48
4 "Panfilo" – 0:34
5 "Heart Worn Highway" – 4:12
6 "One Nite Stands" – 2:28
7 "Arizona Rivers" – 2:28
8 "Get Outta My Life" – 3:33
9 "Cherokee Cry" – 3:50
10 "Time" – 3:35
11 "No Compromise" – 3:52
12 "N.Y.C. Streets" – 4:12
Lançado em 2006, tenho certeza que para muitos fãs do Pantera foi maravilhoso ouvir os harmonicos inéditos de Dimebag depois de dois anos da perda repentina do guitarrista.
O álbum possui doze faixas:
1 "Nothin' to Lose" – 3:40
2 "Rebel Meets Rebel" – 3:10
3 "Cowboys Do More Dope" – 4:48
4 "Panfilo" – 0:34
5 "Heart Worn Highway" – 4:12
6 "One Nite Stands" – 2:28
7 "Arizona Rivers" – 2:28
8 "Get Outta My Life" – 3:33
9 "Cherokee Cry" – 3:50
10 "Time" – 3:35
11 "No Compromise" – 3:52
12 "N.Y.C. Streets" – 4:12
Gypsy Beat
Enquanto o Otto está lá no meio do mato, eu, Lucy, vou tentar tocar o blog... Oh-oh.
Ciganos. Uma pitada de punk OU trompete-e-acordeão OU ironia-e-melancolia.
Três bandas ícones do estilo para que conheçam. Eugene Hutz, com um bigode impressionante, lidera o Gogol Bordello. Num clima bem Dionísio, "American Wedding" é sobre a festa com muita música e bebida, sem deixar de criticar o comportamento americano.
Já o Beirut, que pende pro lado Indie, tem como líder Zach Condon com seu tom irônico e às vezes melancólico como em "Elephant Gun".
É interessante comentar: ambas as bandas chegaram a mim pela..? ãh, adivinha.
MTV! ha.
Agora num lado menos comercial, menos conhecido e aparentemente mais maduro temos Mahala Rai Banda, que conheci há pouco. Essa banda mistura "violinos do sudoeste romeno com as buzinas da região nordeste e uma batida de pop atual", como eu li. "Spoitoresa" confirma tudo isso.
Concluindo, o som é ora triste, ora dançante e realmente divertido.
*PS: Vou comprar uma calça igual à do Hutz no clipe para o Otto.
Gogol Bordelo- American Wedding:
http://www.youtube.com/watch?v=o76YbAfFfJ8&feature=fvst
Beirut- Elephant Gun:
http://www.youtube.com/watch?v=N-mqhkuOF7s
Mahala Rai Banda- Spoitoresa:
http://www.youtube.com/watch?v=HfrL5tUp22M
Ciganos. Uma pitada de punk OU trompete-e-acordeão OU ironia-e-melancolia.
Três bandas ícones do estilo para que conheçam. Eugene Hutz, com um bigode impressionante, lidera o Gogol Bordello. Num clima bem Dionísio, "American Wedding" é sobre a festa com muita música e bebida, sem deixar de criticar o comportamento americano.
Já o Beirut, que pende pro lado Indie, tem como líder Zach Condon com seu tom irônico e às vezes melancólico como em "Elephant Gun".
É interessante comentar: ambas as bandas chegaram a mim pela..? ãh, adivinha.
MTV! ha.
Agora num lado menos comercial, menos conhecido e aparentemente mais maduro temos Mahala Rai Banda, que conheci há pouco. Essa banda mistura "violinos do sudoeste romeno com as buzinas da região nordeste e uma batida de pop atual", como eu li. "Spoitoresa" confirma tudo isso.
Concluindo, o som é ora triste, ora dançante e realmente divertido.
*PS: Vou comprar uma calça igual à do Hutz no clipe para o Otto.
Gogol Bordelo- American Wedding:
http://www.youtube.com/watch?v=o76YbAfFfJ8&feature=fvst
Beirut- Elephant Gun:
http://www.youtube.com/watch?v=N-mqhkuOF7s
Mahala Rai Banda- Spoitoresa:
http://www.youtube.com/watch?v=HfrL5tUp22M
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Gentle Giant
Caros leitores, farei uma viagem e ficarei algum tempo sem postar, para tanto escrevo esse último tópico (temporariamente), sobre esta banda tão fantástica que é o Gentle Giant. O Gentle Giant é em minha opinião a banda mais experimental de rock durante os anos 70, juntamente com o King Crimson. A sua sonoridade misturava diversos estilos, entre eles o jazz e o folk. Entretanto, mais evidente é a influência clássica em sua sonoridade tão à parte do resto do rock. O "Gigante Gentil" possuía uma musicalidade intricada, repleta de elementos incomuns, ressaltando a complexidade técnica e vocal. Isso deve-se ao fato de todos os integrantes serem multi-instrumentistas, ampliando o alcance de suas notas, que viajariam pra bem longe de música "pop", muito mais que qualquer banda contemporânea.Agora falo um pouco sobre a história. O Gentle Giant formou-se da dissolução da banda dos três irmãos Shulman (Ray, Phil e Derek) Simon Dupree and The Big Sound, que possuía uma sonoridade mais voltada ao pop. Os três então se juntaram a mais dois multi-instrumentistas Gary Green e Kerry Minnear, e ao baterista Martin Smith. Este último já havia tocado no Simon Dupree. Esta formação lançou o já complexo "Gentle Giant", que contava com nada mais nada menos do que 46 instrumentos e o mais incrível: todos tocados pelos 6 integrantes do grupo.
Um ano depois (71) lançaram "Acquiring the Taste" muito superior ao primeiro, mostrando o rápido avanço da musicalidade do grupo. Após este Martin Smith, sai e é substítuido por Malcolm Mortimore. Com esse gravam o excelente "Three Friends", o primeiro álbum conceitual do Gigante. Malcolm sofreu um acidente nesse período e acabou sendo substítuido por John Wheathers, que além de tocar bateria, cantava e tocava guitarra, aumentando ainda mais a variedade instrumental da banda.
Nesse ano (72), lançam "Octopus", um dos melhores álbuns da banda, nem tão experimental quanto os últimos. Neste período abriram alguns shows para o Black Sabbath, provando sua impopularidade entre os fãs do rock mais "quadrado". Isso, mais desentendimento entre os outros membros, levou à saída de Phil Shulman.
Como um quinteto, lançam "In a Glass House", de 73, que em minha opinião é o melhor disco da banda. Outro álbum conceitual e demasiadamente experimental. Em 74 lançam "Power and Glory", mais um conceitual e bastante aclamado pelos fãs. Em 75 lançam seu "último álbum". Ao meu ver, Free Hand mostra um Gentle Giant buscando conquistar o mercado, principalmente americano, buscando uma sonoridade mais acesssível e "comum". Free Hand ainda reflete bastante as influências clássicas, e é um bom álbum, definitivamente.
Em 76 lançam "Interview", o ínicio da busca "pop", e "Playing The Fool", um álbum ao vivo que mostra toda a virtuosidade de seus membros.
A partir daí, uma série de álbuns mais populares que levaram ao descontentamento dos próprios membros, que já não reconheciam a sua sonoridade.
O Gentle Giant acabou em 1980, tornando-se uma das mais lendárias bandas de "rock", por assim dizer. Banda de sonoridade complexa, com harmonias contrastantes, muitas vezes dissonantes, extenso aproveitamento instrumental, geralmente em "contraponto" com a voz, estruturas ritmícas típicas da música erudita e incríveis apresentações ao vivo.
Sonoridade difícil, devo admitir, tanto quanto a relação "in band", ainda sim penso que Giant é parte importante em qualquer discografia dos amantes de boa música.
Line-up da banda:
Derek Shulman - vocais principais, saxophone, baixo, percurssão
Ray Shulman - baixo, trompete, violino, viola, percursão, guitarra
Kerry Minnear - teclados, vocais (em estúdio), cello, vibraphone, xylophone, percurssão
Gary Green - Guitarra, bandolim, baixo, xylophone
John Wheaters - bateria, percursão, vibraphone, xylophone, guitarra, vocais
Phil Shulman - vocais, saxophone, trompete, clarinete
Martin smith - bateria
Malcolm Mortimore - bateria
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quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Don Airey

Novamente venho lhes falar sobre um excelente músico que muitas vezes não recebe o digno reconhecimento: Don Airey.
Don pode se orgulhar por ter uma das mais prósperas carreiras dentro do rock tocando com dezenas de músicos famosos, indo de Black Sabbath a Jethro Tull. E isto deve-se ao fato, principalmente da versatilidade de Don nos teclados.
Formado em piano clássico, aos 12 já possuia sua própria banda de jazz e se destacava em suas apresentações com o hammond em clubes. Seu ínicio musical aconteceu ao ser recrutado pelo baixista de Jeff Beck, Clive Chaman, para tocar na banda do baterista Cozy Powel. Com este repetiria a parceria mais algumas vezes. Após o fim desse projeto, Gary Moore e Jon Hiseman chamaram-no pra segunda formação do Colleseum agora com um jeito menos jazz e mais rock. Após uma série de shows, Gary se junta ao Thin Lizzy, deixando Don livre para aceitar a proposta de Ritchie Blackmore para se juntar ao Rainbow. Este foi um bom período para Don, que se firmou como músico e passou a ser reconhecido. Em 81 sai do Rainbow e se junta a Ozzy Osbourne, com quem havia tocado préviamente no Black Sabbath no álbum "Never Say Die!". Junto a Ozzy, gravou dois álbuns, um deles o famoso "Blizzard of Ozz", compondo a famosa intro de "Mr. Crowley". Don ainda contribuiu para "Bark At the Moon" e "Speak of The Devil".
Em 87 saiu com o Jethro Tull em turnê por um curto período de tempo. Em 88 lança seu álbum solo "K2", sem grande repercursão. Porém em 89, junto a Gary Moore novamente, lança o grande "Still Got The Blues", um dos álbuns mais vendidos de blues de todos os tempos.
A partir daí trabalhou com diversos artistas solo, destacando Uli Roth (Scorpions).
Em 2001 Jon Lord se aposenta e Don assume os teclados do Deep Purple. Com eles lançou dois álbuns até o mometo: Bananas (2003) e Rapture of the Deep (2005).
Don é acima de tudo, um músico competente e muito versátil. Seu trabalho se extende do hard rock e metal, ao jazz e progressivo. Interessante ressaltar também que apesar da polêmica Morse x Blackmore no Purple, Don foi bem aceito como um substituto ideal a Jon Lord.
Aqui sua discografia (e é grande):
- Na Na Na (Single) - Cozy Powell´s Hamer (1974)
- Kids Stuff - Babe Ruth (1976)
- Strange New Flesh - Collosseum II (1976)
- Eletric Savage - Collosseum II (1977)
- Wardance - Collosseum II (1977)
- Variations - Andrew Lioyd Webber (1978)
- Back to Thunder - Strife (1978)
- Never Say Die! - Black Sabbath (1978)
- Jubiaba - Barbara Thompson (1978)
- Back on the Street - Gary Moore (1978)
- Down to Earth - Rainbow (1979)
- Since You Been Gone (Single) - Rainbow (1979)
- Over the Top - Cozy Powell (1979)
- Theme 1 - Cozy Powell (1979)
- Solid Logic - Jim Rafferty (1979)
- About Time Too - Bernie Masden (1980)
- The Bogeyman - Jim Rafferty (1980)
- MSG - Michael Schenker Group (1980)
- I Surrender - Rainbow (1980)
- Castle Donnington - Monsters of Rock (1980)
- Difficult to Cure - Rainbow (1981)
- Blizzard of Oz - Ozzy Osbourne (1981)
- Tilt - Cozy Powell (1981)
- Corridors of Power - Gary Moore (1982)
- Bark at the Moon - Ozzy Osborune (1983)
- Octopuss - Cozy Powell (1983)
- Rockin´Every Night - Gary Moore (1983)
- Dirty Fingers - Gary Morre (1984)
- The Pack - Alaskal (1985)
- Phenomena - Cozy Powell (1985)
- Out in the Fields - Cozy Powell (1985)
- Run for Cover - Cozy Powell (1985)
- Zeno - Zeno (1986)
- Come Out Fighting - Sinner (1986)
- Wild Strawberries - Wild Strawberries (1986)
- Wild Frontier - Gary Moore (1987)
- Live At the Marguee - Gary Morre (1987)
- Whitesnake - Whitesnkake (1987)
- Wild in the Street - Helix (1987)
- Glasgow - Glasgow (1987)
- Final Vinyl - Rainbow (1987)
- On Target - Fastway - (1988)
- 20 Years - Jethro tull (1988)
- Slip of The Tongue - Whitesnake (1989)
- After the War - Gary Moore (1989)
- Bad Bad Girls - Fastway (1989)
- Fuel For YOur Soul - Jagged Edge (1990)
- Bezerk - Tigertailz (1990)
- Painkiller - Judas Priest (1990)
- Still Got the Blues - Gary Moore (1990)
- Walking By Myself - Gary Morre (1990)
- Classic Police - Royal Philharmonic Orchest (1991)
- Forefield V - Forcefield (1991)
- Here Comes The Night - Graham Bonnet (1991)
- The Frieday Rock Show Sessions - Bernie Marsden (1992)
- Kaizoku - Kaizoku (1992)
- The Drums Are Back - Cozy Powell (1992)
- Domestic Booty - Anthem (1992)
- High Stakes and Dangerous Men - UFO (1992)
- Back to The Light - Brian May (1992)
- Sing His Greatest Hits - Colin Blunstone (1993)
- Turn Around - Katrina and The Waves (1995)
- Baptism of Fire - Cozy Powell (1997)
- Walk on the Water - Katrina and The Waves (1997)
- The Snakes Live - The Snakes (1998)
- Tribute to Hank Marvin and The Shadows - (1998)
- Eat´em and Smile - Micky Moody (1999)
- Here they go Again - Company of Snakes (2000)
- Demolition - Judas Priest (2000)
- Hourglass - Millenium (2000)
- Babylon - Ten (2000)
- Metamorphosis - Uli Jon Roth (2001)
- Hypnotica - Empire (2001)
- Silver - Silver (2001)
- Attack Pt 2 - Metallium (2002)
- Bananas - Deep Purple (2003)
- Dream Machine - Silver (2003)
- Essex Hideaway - Kimberly Rew (2004)
- Living Loud - Living Loud (2004)
- OGWT 2 - OGWT (2004)
- Strange in a Foreign Land (2005)
- Rapture of The Deep - Deep Purple (2005)
- Angel of Retribution - Judas Priest (2005)
- Old New Balled Blues - Gary Moore (2006)
- Prohibition - Gwyn Ashton (2006)
- Big Boy Blue - Bernie Marsden (2006)
- Edge of The World - Glenn Tipton (2006)
- Gillan´s Inn - Ian GIllan (2006)
- Boulevard of Broken - Beggars Bride (2006)
Mais uma série de singles e compilações, completam a lista.
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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
ZZ Top
Encontrem seus "Cheap Sunglasses", parem de olhar para as "Legs" da vizinha do prédio ao lado e dediquem um pouco de seu tempo para ler sobre estes "Beer Drinkers and Hell Raisers".Sim, hoje é dia de ZZ Top, uma das melhores bandas do chamado "Hard Rock". Estão no lugar 44 no ranking da "VH1", sobre o estilo.
Não que isso valha alguma coisa, o ZZ Top tem seu mérito pela excelente qualidade sonora, o bom humor... e seu visual tão particular.
Agora falando um pouco de história...O ZZ Top é uma banda americana, do Texas, formada em 69 por Billy Gibbons (guitarra e vocal), Dusty Hill (baixo e vocal) e Frank Beard (bateria). O nome surgiu em referência a B.B King, ídolo de Billy Gibbons, provando a base de sua música o blues.
Lançaram dois álbuns sem grande repercussão, até que, em 1973, abriram três shows para o Rolling Stones. Neste período surgiu "Tres Hombres", clássico da banda, e primeiro a conquistar o grande público. Neste disco estão: La Grange, Jesus Just Left Chicago e Waitin For The Bus que integram o set-list do grupo até hoje.
ZZ Top excursionava pelo mundo ovacionado por fãs e aclamado por essas atuações ao vivo. Em 75 lançam Fandango, parte feito em estúdio e parte ao vivo.
Em 77 entram em hiato, retornando em 79 agora com longas barbas, que marcariam o visual da banda. Neste ano lançam "Deguello", com uma sonoridade mais complexa.
Já na década de 80, não poderia ser diferente, ZZ Top aderiu aos sintetizadores... apesar de manterem a boa qualidade. Nesta década também ressalto os clipes do ZZ Top, que acabaram aumentando a popularidade da banda.
Os anos 90 mostram agora o reflexo e a força dessa banda, uma das mais amadas pelos fãs. Grandes shows, alguns álbuns de estúdios, e dezenas de participações especiais em eventos televisivos e cinematográficos.
Nos anos 2000, chegam mais fortes do que se podia imaginar, gravando 3 álbuns de estúdio até o momento, fazendo shows históricos, e recebendo tributos de diversos artistas. Em 2004, entram pro Hall da Fama do Rock´n Roll. Em 2008 anunciaram um novo álbum de estúdio, que ainda esperamos.
Um dos grupos mais interessantes que passaram pelo rock, e apesar dessa imagem, até cômica, sua musicalidade é incrível. O blues afiado de Gibbons, misturado a exatidão do setor rítmico, provam também sua qualidade como músicos. Billy também excursionou com o G3, num evento comemorativo, do qual participaram outros guitarristas.
Mas claro, que o que realmente os destaca, é essa grande "fantasia" a sua volta, as barbas, as roupas, as letras, os clipes, e as exageradas aparições públicas. Banda bem legal de se acompanhar quanto ao som. Haviam anunciado que vinham ao Brasil, entretanto, adiaram, supostamente para o ano que vem. Aguardamos.
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Fruupp
Hoje trago mais uma banda perdida na história: Fruupp. Banda de rock sinfônico, formada no ínicio dos anos 70, na Irlanda, com uma sonoridade mais próxima de bandas italianas, como PFM e News Trolls. As músicas em maior parte compostas pelo guitarrista Vince McCusker e o tecladista que também tocava oboé Stephen Houston. Lançaram apenas 4 álbuns, com destaque para o último "Modern Masqueredes" (1975) produzido por Ian McDonald, saxofonista do King Crimson, que acabou tocando no disco.
Sonoridade bem legal e extremamente bem executada marcada por complexas estruturas rítmicas, amplo uso de elementos eruditos e complexas harmonicas vocais. Vale a pena ouvir.
Fruupp:
http://www.youtube.com/watch?v=d4jUi3AtwD8
Sonoridade bem legal e extremamente bem executada marcada por complexas estruturas rítmicas, amplo uso de elementos eruditos e complexas harmonicas vocais. Vale a pena ouvir.
Fruupp:
http://www.youtube.com/watch?v=d4jUi3AtwD8
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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
80´s Bright Side
Já faz algum tempo que falei mal dos anos 80 e sua música ruim. Crime. A época teve muita coisa boa pra falar a verdade, dentro e principalmente fora do rock.
Pra começar é obrigatório falar do Queen, uma das maiores bandas da história e com importância igualmente grande. Liderados por Freddy Mercury, o Queen produzia um som completamente novo e criativo, misturando rock, ópera e os elementos da época.
E ainda tivemos Smiths, apesar de não me agradar, outra banda a ser respeitada.
A música eletrônica passou pelo seu período de maior inovação, desses ressalto o Daft Punk, que aconselho mesmo para quem não é fã dos sintetizadores. Depeche Mode é outro grupo que merece ser citada, apesar do som díficil de entender.
O jazz também passou por um de seus períodos mais inspirados. Como podemos deixar de falar de Stanley Jordan? O grande mestre da guitarra.
Algumas bandas de rock cruzaram os anos 80 muito bem, como o Rush
cujos maiores sucessos datam desse período. Jethro Tull também lançou excelentes álbuns mais "eletrônicos". O grande problema é que essas bandas sofrem preconceito por tentarem inovar.
Iggy Pop e David Bowie foram outros que cruzaram bem essa década. Outros grupos donos de um som mais pesado como Scorpions e Judas Priest mantiveram o bom trabalho.
Surgiram Dream Theater, Porcupine Tree e Marillion, três ótimas bandas cujo trabalho acompanho até hoje.
Este post serve apenas para ilustrar algumas coisas boas que aconteciam pela música no mundo, na época, e quero mostrar que todo período na música teve seu "Bright Side".
Pra começar é obrigatório falar do Queen, uma das maiores bandas da história e com importância igualmente grande. Liderados por Freddy Mercury, o Queen produzia um som completamente novo e criativo, misturando rock, ópera e os elementos da época.
E ainda tivemos Smiths, apesar de não me agradar, outra banda a ser respeitada.
A música eletrônica passou pelo seu período de maior inovação, desses ressalto o Daft Punk, que aconselho mesmo para quem não é fã dos sintetizadores. Depeche Mode é outro grupo que merece ser citada, apesar do som díficil de entender.
O jazz também passou por um de seus períodos mais inspirados. Como podemos deixar de falar de Stanley Jordan? O grande mestre da guitarra.
Algumas bandas de rock cruzaram os anos 80 muito bem, como o Rush
cujos maiores sucessos datam desse período. Jethro Tull também lançou excelentes álbuns mais "eletrônicos". O grande problema é que essas bandas sofrem preconceito por tentarem inovar.
Iggy Pop e David Bowie foram outros que cruzaram bem essa década. Outros grupos donos de um som mais pesado como Scorpions e Judas Priest mantiveram o bom trabalho.
Surgiram Dream Theater, Porcupine Tree e Marillion, três ótimas bandas cujo trabalho acompanho até hoje.
Este post serve apenas para ilustrar algumas coisas boas que aconteciam pela música no mundo, na época, e quero mostrar que todo período na música teve seu "Bright Side".
domingo, 6 de dezembro de 2009
Nacional
Falo de bandas de diversos lugares do mundo, e me sinto culpado. No Brasil, temos muita coisa boa sendo produzida. Não é só de funk que vive o compositor brasileiro. O Brasil é especialista em choro e jazz, muitas bandas realmente boas se apresentam aqui, sem reconhecimento algum. Só pra citar um exemplo temos o Sexteto, do Jô, composto de músicos excepcionais que tem trabalhos realmente interessantes, além de uma versatilidade íncrivel. Cito também Ed Motta, que apresenta coisas realmente boas as vezes (faz tempo que não o escuto, mas vale conferir).
De um lado meio alternativo vejo o Cordel do Fogo Encantado, que realmente "encanta" (trocadilho maldito) com sua criatividade e batida. Falando em batida, destaco o Mangue Beat e o fantástico Nação Zumbi.
O rock daqui é meio problemático, muito emo, muita banda pré-fabricada, mas "Móveis Coloniais de Acaju", traz um som bastante interessante, misturando ska, com jazz, com sei lá o que. Seguindo a idéia de mistura tem "Pedro Luís e a Parede", que venho escutando a pouco tempo mas se prova muito bom mesclando diversos ritmos nacionais. E chego onde queria: Lenine. Este é pra mim, o maior compositor brasileiro em atividade. Lenine tem uma sensibilidade incrivel, e muitas vezes não recebe o reconhecimento que merece, além de um extenso trabalho solo, que vem desde a década de 80. Lenine compôs pra diversos artistas, entre eles Ney Matogrosso, e o próprio Pedro Luís.
O Brasil produz coisa boa sim, se você tem a idéia de que o bom vem "de fora", procure direito. Vai encontrar muita coisa boa em qualquer estilo musical que goste.
De um lado meio alternativo vejo o Cordel do Fogo Encantado, que realmente "encanta" (trocadilho maldito) com sua criatividade e batida. Falando em batida, destaco o Mangue Beat e o fantástico Nação Zumbi.
O rock daqui é meio problemático, muito emo, muita banda pré-fabricada, mas "Móveis Coloniais de Acaju", traz um som bastante interessante, misturando ska, com jazz, com sei lá o que. Seguindo a idéia de mistura tem "Pedro Luís e a Parede", que venho escutando a pouco tempo mas se prova muito bom mesclando diversos ritmos nacionais. E chego onde queria: Lenine. Este é pra mim, o maior compositor brasileiro em atividade. Lenine tem uma sensibilidade incrivel, e muitas vezes não recebe o reconhecimento que merece, além de um extenso trabalho solo, que vem desde a década de 80. Lenine compôs pra diversos artistas, entre eles Ney Matogrosso, e o próprio Pedro Luís.
O Brasil produz coisa boa sim, se você tem a idéia de que o bom vem "de fora", procure direito. Vai encontrar muita coisa boa em qualquer estilo musical que goste.
Fagote

Seguindo a idéia de instrumentos pouco usuais: o fagote. É um instrumento de sopro feito em madeira, de palheta dupla 9duas "lâminas" que "ativam" o som com a passagem do ar).
O fagote tem seu principal uso na música clássica e na música de câmara.
É relativamente um instrumento grave, usado como "fundo" em orquestras (onde costumam aparecer 4 destes).
Existem ainda os contra-fagotes, que são uma oitava mais grave do que seus "primos" menores.
É instrumento difícil de tocar e normalmente seu aprendizado é precedido por flauta, oboé, ou clarinete.
Talvez seu principal uso remeta a Basch, que produziu mais de 40 trabalhos baseados no uso de fagote.
Dentro do rock, indico "Gryphon" .
Hoje o fagote vem crescendo como instrumento solo. Existem quartetos de fagote.
Se tiverem interesse, observem as linhas de fagote, são bem evidentes nas músicas do Gryphon.
Enver Izmaylov
Esses dias, numa busca despretensiosa pelo "vocêtubo", encontrei este sujeito: Enver Izmaylov. Logo percebi que sua técnica era apurada e resolvi buscar mais. No fim: um dos melhores guitarristas que já vi. Domina o "tapping" de duas mãos (que desenvolveu sem conhecer Stanley Jordan) e ainda consegue inovar no estilo.Sua música também contribui muito para esse status, afinal todos concordamos que Steve Vai é um grande guitarrista, mas mente quem diz conseguir ouvi-lo "solar" durante uma hora. Já Enver, imprime com toda sua técnica a calma, a harmonia. Puro jazz misturado ao Folk do leste europeu. Sua música é muito influenciada pela tradição de uma etnia turca chamada "Crimean Tatar". Garanto que sei tanto quanto vocês sobre o assunto. Nota-se também o uso de compassos mais comuns na Ásia Central, além da introdução de temas desses países como vemos em: "Indian Miniature" e outras canções. E ainda há espaço pra música clássica em suas músicas.
Enver começou a tocar cedo, primeiramente tocando Fagote . Aos 15 já tocava guitarra, e logo passou a desenvolver o tapping de duas mãos.
Enver traz músicas agradáveis aos ouvidos e muita técnica. Músico competente e completo.
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Ucrânia,
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sábado, 5 de dezembro de 2009
Alemanha 70´s
Percebi que venho falando de muitas bandas alemãs dos anos 70, e aqui prentendo fazer uma síntese sobre esse assunto. Nesse período a Alemanha produziu músicos geniais, entretanto, é bem verdade que bandas como: Eloy, Grobschinitt e Triumvirat buscavam uma sonoridade parecida com bandas inglesas que faziam sucesso (Pink Floyd, Yes e ELP respectivamente), porém acabaram por produzir trabalhos incrivelmente criativos, originais e bem executados.
É difícil entender, um país devastado pela guerra tão recente, conseguir levantar e produzir música boa. Pois além dos fatores socio-econômicos causados pela guerra, a Alemanha sofreu com muito preconceito e ainda sofre. Não estou aqui para falar sobre isso, não totalmente.
Talvez uma das bandas mais curiosas que eu possa destacar seja "Jane" cujo trabalho pouco ouvi, mas parece ser realmente original, não sugando influências, e sim as produzindo.
Retomando ao que disse, as bandas alemãs da época surgiam mais ou menos, como clones de bandas de fora, e normalmente não atingiam sucesso. Não era inglês, não estava na mídia, e ainda por cima era alemão? Sem chances.
Hoje, os grupos desse período são idolatrados por fãs como boa música e um período "cult".
E não foi só do progressivo que o alemão viveu, nos anos 70. Tivemos os precursores da música eletrônica (o Krautrock) com bandas ainda mais criativas ("Faust" é minha favorita). Provavelmente "Neu!", tenha sido a que se sobressaiu nesse bolo.
E ainda existia o bom rock, sem muita enrolação. Temos Lucifer´s Friend, grande banda de hard rock, liderada por John Lawton, que mais tarde viria a integrar o Uriah Heep. Vale ressaltar que seu álbum de estréia talvez seja outra base do heavy metal.
Mas o forte da Alemanha e dos anos 70 em geral era o tal do progressivo. Aí temos Nektar com seu estilo bem psicodélico, linhas de teclado/sintetizador muito bem construídos e amplo uso de efeitos não convencionais mais comuns em música instrumental e Grobschinitt, que é intensa, pra definir numa só palavra. Recheada de apresentações teatrais, complexas estruturas musicais e muito bom humor.
Como vemos a Alemanha não produziu uma ou duas bandas boas, mas foi um período muito rico de composição, e aconselho a todos os amantes de boa música, buscarem mais sobre os grupos dessa fase.
Aqui uma lista de discos que recomendo nessa passagem da música:
1. A Tab In The Ocean - Nektar (1972)
2. Ocean - Eloy (1977)
3. Lucifer´s Friend - Lucifer´s Friend (1970)
4. Spartacus - Triumvirat (1975)
5. Delay 1968 - Can (1968)
6. The Faust Tapes - Faust (1973)
7. Jumbo - Grobschinitt (1975)
8. Nosferatu - Nosferatu (1972)
9. Autobahn - Kraftwerk (1974)
10. Together - Jane (1972)
É difícil entender, um país devastado pela guerra tão recente, conseguir levantar e produzir música boa. Pois além dos fatores socio-econômicos causados pela guerra, a Alemanha sofreu com muito preconceito e ainda sofre. Não estou aqui para falar sobre isso, não totalmente.
Talvez uma das bandas mais curiosas que eu possa destacar seja "Jane" cujo trabalho pouco ouvi, mas parece ser realmente original, não sugando influências, e sim as produzindo.
Retomando ao que disse, as bandas alemãs da época surgiam mais ou menos, como clones de bandas de fora, e normalmente não atingiam sucesso. Não era inglês, não estava na mídia, e ainda por cima era alemão? Sem chances.
Hoje, os grupos desse período são idolatrados por fãs como boa música e um período "cult".
E não foi só do progressivo que o alemão viveu, nos anos 70. Tivemos os precursores da música eletrônica (o Krautrock) com bandas ainda mais criativas ("Faust" é minha favorita). Provavelmente "Neu!", tenha sido a que se sobressaiu nesse bolo.
E ainda existia o bom rock, sem muita enrolação. Temos Lucifer´s Friend, grande banda de hard rock, liderada por John Lawton, que mais tarde viria a integrar o Uriah Heep. Vale ressaltar que seu álbum de estréia talvez seja outra base do heavy metal.
Mas o forte da Alemanha e dos anos 70 em geral era o tal do progressivo. Aí temos Nektar com seu estilo bem psicodélico, linhas de teclado/sintetizador muito bem construídos e amplo uso de efeitos não convencionais mais comuns em música instrumental e Grobschinitt, que é intensa, pra definir numa só palavra. Recheada de apresentações teatrais, complexas estruturas musicais e muito bom humor.
Como vemos a Alemanha não produziu uma ou duas bandas boas, mas foi um período muito rico de composição, e aconselho a todos os amantes de boa música, buscarem mais sobre os grupos dessa fase.
Aqui uma lista de discos que recomendo nessa passagem da música:
1. A Tab In The Ocean - Nektar (1972)
2. Ocean - Eloy (1977)
3. Lucifer´s Friend - Lucifer´s Friend (1970)
4. Spartacus - Triumvirat (1975)
5. Delay 1968 - Can (1968)
6. The Faust Tapes - Faust (1973)
7. Jumbo - Grobschinitt (1975)
8. Nosferatu - Nosferatu (1972)
9. Autobahn - Kraftwerk (1974)
10. Together - Jane (1972)
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Ursa Major
Esta deveria ser a banda da semana, mas acabou não sendo. E agora falo de mais uma excelente banda de um álbum só. Formada por Dick Wagner (guitarra), Greg Arama (baixo), Ricky Mangone (bateria). Nenhum nome realmente expressivo, talvez o Dick Wagner possa ser lembrado por alguns outros trabalhos. Entretanto é um puta dum álbum, bastante criativo. Não segue uma linha, segue várias, nada parecido entre si. O baixo lembra Sabbath, os vocais lembram Uriah Heep, o conjunto lembra Deep Purple, e consegue ser diferente dos três. Boa banda, vários bons riffs, que "grudam" na mente. Disco realmente interessante, não conheço a fundo, mas analisando mostram que é possível inovar sem perder a linha rock´n´roll. Pra quem gosta de hard rock, indispensável.
Focus
Novamente, após muita pesquisa, percebi que o Focus é outra banda desvalorizada pelo “Google”. Tudo que li costuma remeter, a “encheção de linguiça”, ou a indiferença. Fiquei puto, denovo. Focus produziu algumas das músicas mais geniais que já ouvi, e sempre, mesmo em seus momentos menos criativos, souberam aproveitar todos os recursos. Mesmo suas músicas menos inspiradas, deixariam muitas bandas super-famosas no chinelo. Isso se deve ao trabalho de três gênios, principalmente: Thijs van Leer, Jan Akkerman e Pierre van der Lindem. Gênios sim, Thijs é um dos músicos mais sensíveis à música que conheço; Jan é um dos melhores guitarristas do rock, hoje poucos se lembram dele ao falar sobre “influências”, mas é um músico de mão cheia tanto no Focus quanto eu seus trabalhos solos. E Pierre controlou estes dois, tempo suficiente pra musicalidade não sair do controle.
Falando sobre história, o Focus se origina na Holanda no fim da década de 60, com Thijs saindo do conservatório em busca de seus sonhos de compor e tocar. Interessante ressaltar que esse período é inglês, bandas européias, ou de qualquer outro país tinham de fazer um esforço dobrado, para serem reconhecidas.
Em 70, lançam seu primeiro álbum com Jan, Thijs e seus colegas: Martin Dresden e Hans Cleuver. Obviamente sem nenhum sucesso comercial. Jan decide então formar sua própria banda com o baterista Pierre Van Der Lindem e o baixista Cyril Havermans, Thijs se une a eles, e leva consigo o nome Focus. Esta formação grava um dos melhores álbuns da banda, "Moving Waves", que já desperta um interesse internacional do estilo “esses caras devem ser bons”. Em 72, lançam "Focus III", já amparados pelo produtor Mike Verson.
Após este álbum, Cyril sai da banda e pra seu lugar é chamado Bert Ruiter, que viria a ser alvo de muita discussão entre os amantes da banda. Ruiter, ao contrário de Jan, Pierre e Thijs, não tinha nenhuma influência clássica, só o pop e rock. Período de grandes shows, e a gravação do “Live at the Rainbow”. Após este, Pierre sai, por desentendimentos com Ruiter. Ruiter era “bad boy” demais, para o virtuosismo de Pierre, pra seu lugar chamam Collin Allen. Gravam “Hamburger Concerto”, outro excelente disco, mais leve, mais “swingado”, graças a Bert Ruiter. Em seguida surge “Mother Focus”, momento menos inspirado. Muitos adoram este álbum, eu já tenho minhas dúvidas. Allen não se adapta e acaba saindo no meio da gravação, sendo substituído por David Kemper. Disco lançado, Jan fora. O Focus realmente passou por muitas mudanças na sonoridade que podem ter resultado nessa saída. E após, uma coletânea de inéditas e o álbum de 78, "Focus con Proby", com a formação: P.J.Proby (voz), Eef Alber (guitarra), Phillip Catherine (guitarra), Steve Smith (bateria), além de Thijs e Bert, o Focus se separa.
Passam-se anos, e em 85, uma reunião de Thijs, Jan e músicos convidados, que resulta no disco “Focus”. Os anos de popularidade da banda acabaram, e consequentemente, as vendas também.
Mais anos se passam e para a surpresa de todos e felicidade também, Thijs refaz o Focus em 2001, com Jan Dumée, Bobby Jacobs e Bert Smaak. Nesse período excursionam pelo Brasil, e lançam o “Live in South America”, vieram até no “Programa do Jô”. Com esse line-up, lançam o excelente “Focus 8”, pra quem imagina que bandas antigas, costumam voltar mal, Focus provou o contrário. Jan Dumée, se mostrou um guitarrista muito competente substituto à altura de Jan Akkerman. Dumée e Smaak acabam saindo da banda, e mais uma incrível surpresa: Pierre volta. Niels van der Steenhoven assume a guitarra, e em 2006 lançam “Focus 9/New Skin”. O Focus está vivo e ativo, excursionando por aí. Não sei ao certo, mas passaram mais algumas vezes por aqui.
Concluindo, o som é realmente fantástico. Essa mistura do erudito, do renascentista, com o pop/rock, é feita absurdamente bem, na medida, sem exageros. Muitos consideram complicado, Cult, mas acho preconceito, Focus é bem acessível, bem mais que Gênesis em seu período clássico, por exemplo. E não é uma banda que te carrega por aí. Som bem definido, bem tocado e bem humorado, muito bom de ouvir. Recomendo principalmente “Moving Waves”, “Hamburger Concerto” e os dois últimos, Focus 8 e 9. E aqui termino meu post, sobre uma das minhas bandas favoritas (deu pra notar?).
Falando sobre história, o Focus se origina na Holanda no fim da década de 60, com Thijs saindo do conservatório em busca de seus sonhos de compor e tocar. Interessante ressaltar que esse período é inglês, bandas européias, ou de qualquer outro país tinham de fazer um esforço dobrado, para serem reconhecidas.
Em 70, lançam seu primeiro álbum com Jan, Thijs e seus colegas: Martin Dresden e Hans Cleuver. Obviamente sem nenhum sucesso comercial. Jan decide então formar sua própria banda com o baterista Pierre Van Der Lindem e o baixista Cyril Havermans, Thijs se une a eles, e leva consigo o nome Focus. Esta formação grava um dos melhores álbuns da banda, "Moving Waves", que já desperta um interesse internacional do estilo “esses caras devem ser bons”. Em 72, lançam "Focus III", já amparados pelo produtor Mike Verson.
Após este álbum, Cyril sai da banda e pra seu lugar é chamado Bert Ruiter, que viria a ser alvo de muita discussão entre os amantes da banda. Ruiter, ao contrário de Jan, Pierre e Thijs, não tinha nenhuma influência clássica, só o pop e rock. Período de grandes shows, e a gravação do “Live at the Rainbow”. Após este, Pierre sai, por desentendimentos com Ruiter. Ruiter era “bad boy” demais, para o virtuosismo de Pierre, pra seu lugar chamam Collin Allen. Gravam “Hamburger Concerto”, outro excelente disco, mais leve, mais “swingado”, graças a Bert Ruiter. Em seguida surge “Mother Focus”, momento menos inspirado. Muitos adoram este álbum, eu já tenho minhas dúvidas. Allen não se adapta e acaba saindo no meio da gravação, sendo substituído por David Kemper. Disco lançado, Jan fora. O Focus realmente passou por muitas mudanças na sonoridade que podem ter resultado nessa saída. E após, uma coletânea de inéditas e o álbum de 78, "Focus con Proby", com a formação: P.J.Proby (voz), Eef Alber (guitarra), Phillip Catherine (guitarra), Steve Smith (bateria), além de Thijs e Bert, o Focus se separa.
Passam-se anos, e em 85, uma reunião de Thijs, Jan e músicos convidados, que resulta no disco “Focus”. Os anos de popularidade da banda acabaram, e consequentemente, as vendas também.
Mais anos se passam e para a surpresa de todos e felicidade também, Thijs refaz o Focus em 2001, com Jan Dumée, Bobby Jacobs e Bert Smaak. Nesse período excursionam pelo Brasil, e lançam o “Live in South America”, vieram até no “Programa do Jô”. Com esse line-up, lançam o excelente “Focus 8”, pra quem imagina que bandas antigas, costumam voltar mal, Focus provou o contrário. Jan Dumée, se mostrou um guitarrista muito competente substituto à altura de Jan Akkerman. Dumée e Smaak acabam saindo da banda, e mais uma incrível surpresa: Pierre volta. Niels van der Steenhoven assume a guitarra, e em 2006 lançam “Focus 9/New Skin”. O Focus está vivo e ativo, excursionando por aí. Não sei ao certo, mas passaram mais algumas vezes por aqui.
Concluindo, o som é realmente fantástico. Essa mistura do erudito, do renascentista, com o pop/rock, é feita absurdamente bem, na medida, sem exageros. Muitos consideram complicado, Cult, mas acho preconceito, Focus é bem acessível, bem mais que Gênesis em seu período clássico, por exemplo. E não é uma banda que te carrega por aí. Som bem definido, bem tocado e bem humorado, muito bom de ouvir. Recomendo principalmente “Moving Waves”, “Hamburger Concerto” e os dois últimos, Focus 8 e 9. E aqui termino meu post, sobre uma das minhas bandas favoritas (deu pra notar?).
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| Sobre a postagem: |
Mahavishnu Orchestra
Escrevo agora, nesse meio termo entre quinta e sexta, sobre Mahavishnu Orchestra, banda de jazz-rock.
O Mahavishnu formou-se em 71, sob os olhos de John McLaughlin, que já havia tocado com Miles Davis. A idéia era boa: juntar elementos do rock "convencional" com a criatividade e a improvisação do jazz. Lançaram 5 álbuns em sua conturbada existência, alguns muito bons. A música traz influências do oriente, isso fica evidente na temática. A estrutura é bastante interessante, pois além de contar com guitarra, piano, teclado, baixo, contava também com um conjunto de cordas: violino, cello e viola. Em algumas faixas se percebe bem essa mistura de elementos, e talvez esse possa ter sido o problema: Mahavishnu é "cult" demais para o rock, então restariam os fãs de jazz, que percebem que não é uma banda de jazz, em si. É um meio termo.
Bom de se ouvir e prestar atenção, música para poucos ouvintes. Muito poucos.
O Mahavishnu formou-se em 71, sob os olhos de John McLaughlin, que já havia tocado com Miles Davis. A idéia era boa: juntar elementos do rock "convencional" com a criatividade e a improvisação do jazz. Lançaram 5 álbuns em sua conturbada existência, alguns muito bons. A música traz influências do oriente, isso fica evidente na temática. A estrutura é bastante interessante, pois além de contar com guitarra, piano, teclado, baixo, contava também com um conjunto de cordas: violino, cello e viola. Em algumas faixas se percebe bem essa mistura de elementos, e talvez esse possa ter sido o problema: Mahavishnu é "cult" demais para o rock, então restariam os fãs de jazz, que percebem que não é uma banda de jazz, em si. É um meio termo.
Bom de se ouvir e prestar atenção, música para poucos ouvintes. Muito poucos.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Eloy - Visionary - Análise
Falei do cd, e após ouvi-lo umas 50 vezes, decidi fazer uma análise, mais profunda, música a músicam. Segue:
1 - The Refuge (04:54) - Bom começo. Matziol e Schopf imprimem o ritmo muito bem nas partes cantadas. A guitarra e a flauta entram bem nas partes solo ou como segunda voz. Aos 2:11 a música entra em colapso, se acalma, e através de belos efeitos mantém a harmonia. Daí entra "o" refrão. Que mudança. Do leve, viaja a um som de peso e explosão. Bem utilizados esses recursos, mais um show da parte rítmica. Talvez uma das mais criativas do cd.
2 - The Secret (07:45) - Aqui sentimos mais o Eloy de antigamente, calmos ambientes bem montados em cima da guitarra e dos efeitos, "Space Rock", lembrando até Pink Floyd. Aqui a voz de Bornemann é sintetizada em trechos, contribuindo ainda mais pro ambiente. Sem muitas mudanças, a estrutura se mantém ao longo da música com um ou outro Break. Regular, ao meu ver.
3 - Age of Insanity (07:45) - A intro demonstra a virtuosidade da parte ritmica acompanhada de efeitos de teclado costumeiros. A estrutura é basicamente essa: Intro - Versos - Refrão - Virada e se repete. Novamente não é das mais criativas, mas o belo trabalho bateria-baixo ofusca isso. Algumas mudanças e uma parte discursada, que inevitavelmente remete a "Ocean", daí virada e solo de guitarra, e a música retorna a seu eixo.
4 - The Challenge (06:44) - Introduzida com baixo-bateria novamente, é até similar à anterior, segue praticamente a mesma estrutura, com os efeitos ao fundo, dando mais enfâse ao vocal. Inclusive algumas partes com vocal feminino (The Return of the Voice?). Destaco o baixo, com seus slides bem empregados (De Labore Solis?), volta ao Eloy clássico, nesta também, como uma continuação de "Time To Turn".
5 - Summernight Symphony (04:27) - Essa também leva mais ao space rock, ao abuso dos backing vocals, mas esta, ao meu ver, "carrega" mais o ouvinte. Nota-se que Bornemann melhorou muito sua parte vocal, o que é um atrativo a mais (as vezes o vocal realmente incomodava).
6 - Mistery (09:02) - Uma das melhores do cd, space rock muito bem construído, vocal interessante, e referência ao álbum "The Secret". Pode não ficar tão aparente, porém Matziol dá mais um show nessa. É sem dúvida a música mais criativa do cd. Apesar de seguir uma mesma linha, os instrumentos, os vocais e os efeitos são muito bem utilizados. O final feito em harmônicos no violão direciona a faixa final.
7 - Thoughts (01:22) - A faixa mais curta do cd, com um ambiente feito de modo acústico, fecha bem o cd, sem enrolações. Até deixa um gostinho de quero mais.
É um cd regular para bom, mostra que passados todos esses anos, o Eloy ainda é competente. Seu Space Rock de sempre está aí, com alguma inovações. Bateria-baixo excelentes, Schopf mostra que é um bom substituto para Randow e Rosenthal. Já Matziol, não precisa provar mais nada, é um dos melhores baixistas dentro do rock, e talvez o mais eficiente.
1 - The Refuge (04:54) - Bom começo. Matziol e Schopf imprimem o ritmo muito bem nas partes cantadas. A guitarra e a flauta entram bem nas partes solo ou como segunda voz. Aos 2:11 a música entra em colapso, se acalma, e através de belos efeitos mantém a harmonia. Daí entra "o" refrão. Que mudança. Do leve, viaja a um som de peso e explosão. Bem utilizados esses recursos, mais um show da parte rítmica. Talvez uma das mais criativas do cd.
2 - The Secret (07:45) - Aqui sentimos mais o Eloy de antigamente, calmos ambientes bem montados em cima da guitarra e dos efeitos, "Space Rock", lembrando até Pink Floyd. Aqui a voz de Bornemann é sintetizada em trechos, contribuindo ainda mais pro ambiente. Sem muitas mudanças, a estrutura se mantém ao longo da música com um ou outro Break. Regular, ao meu ver.
3 - Age of Insanity (07:45) - A intro demonstra a virtuosidade da parte ritmica acompanhada de efeitos de teclado costumeiros. A estrutura é basicamente essa: Intro - Versos - Refrão - Virada e se repete. Novamente não é das mais criativas, mas o belo trabalho bateria-baixo ofusca isso. Algumas mudanças e uma parte discursada, que inevitavelmente remete a "Ocean", daí virada e solo de guitarra, e a música retorna a seu eixo.
4 - The Challenge (06:44) - Introduzida com baixo-bateria novamente, é até similar à anterior, segue praticamente a mesma estrutura, com os efeitos ao fundo, dando mais enfâse ao vocal. Inclusive algumas partes com vocal feminino (The Return of the Voice?). Destaco o baixo, com seus slides bem empregados (De Labore Solis?), volta ao Eloy clássico, nesta também, como uma continuação de "Time To Turn".
5 - Summernight Symphony (04:27) - Essa também leva mais ao space rock, ao abuso dos backing vocals, mas esta, ao meu ver, "carrega" mais o ouvinte. Nota-se que Bornemann melhorou muito sua parte vocal, o que é um atrativo a mais (as vezes o vocal realmente incomodava).
6 - Mistery (09:02) - Uma das melhores do cd, space rock muito bem construído, vocal interessante, e referência ao álbum "The Secret". Pode não ficar tão aparente, porém Matziol dá mais um show nessa. É sem dúvida a música mais criativa do cd. Apesar de seguir uma mesma linha, os instrumentos, os vocais e os efeitos são muito bem utilizados. O final feito em harmônicos no violão direciona a faixa final.
7 - Thoughts (01:22) - A faixa mais curta do cd, com um ambiente feito de modo acústico, fecha bem o cd, sem enrolações. Até deixa um gostinho de quero mais.
É um cd regular para bom, mostra que passados todos esses anos, o Eloy ainda é competente. Seu Space Rock de sempre está aí, com alguma inovações. Bateria-baixo excelentes, Schopf mostra que é um bom substituto para Randow e Rosenthal. Já Matziol, não precisa provar mais nada, é um dos melhores baixistas dentro do rock, e talvez o mais eficiente.
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